Quando o vício em jogos de apostas chega ao consultório, não há espaço para improvisos. Aprenda a desenvolver a segurança clínica necessária para enfrentar esse vício silencioso, acessível e devastador, que compromete a vida de tantos pacientes.
No começo de 2023, Fátima* passou 40 dias sem sair da cama, depois de quase ser assassinada pelo ex-marido da sobrinha. O caso ocorreu em Itaberá (SP).
Luiz Carlos de Proença, 32, a havia procurado oferecendo ajuda para sacar dinheiro que ela teria a receber do governo, mas em vez disso, pegou o celular da vítima, entrou num aplicativo de banco, fez um empréstimo de R$ 7.535 e transferiu o dinheiro para a própria conta.
Depois, tentou sufocá-la, usando um saco plástico. Não conseguiu, e ela o denunciou.
"A cada passo que ele ganhava, dois ele perdia. É um vício que só quem passa por isso mesmo sabe", conta uma mãe, moradora de Campinas (SP) que prefere não ser identificada, sobre o vício do filho de 19 anos em jogos de aposta online. O rapaz perdeu cerca de R$ 20 mil em apostas, segundo a mãe.
O vício em jogos de apostas se espalhou rapidamente pelos lares brasileiros, afetando crianças, adolescentes, adultos e idosos, independentemente de classe social. Já causou brigas familiares, separações, demissões e dívidas impagáveis.
- É um adolescente com o celular escondido.
- Um pai que começou com jogos esportivas e terminou endividado.
- Uma mãe que foi influenciada por uma personalidade das redes sociais.
- E todos eles fizeram a primeira aposta e não conseguem mais parar.
Especialistas da área da saúde mental apontam que a cada mês vamos ter mais e mais casos de pessoas desesperadas, precisando de ajuda.
Ou vai improvisar quando esse paciente chegar no seu consultório?
Um profissional não pode apenas escutar nem improvisar quando um paciente com esse vício ou um familiar que precisa de ajuda chega ao seu consultório.
Ele precisa estar preparado para conduzir seus atendimentos com segurança, seguindo a tríade terapêutica:
Você pode ser o profissional que conduz. Você pode ser o profissional que conduz. A Imersão Vícios em Jogos de Apostas é o primeiro passo.
Sou Rafael de Abreu e eu quase desisti da Psicologia no quinto período da faculdade. Por mais que estudasse, nada parecia suficiente para me preparar de verdade para o consultório. Mas eu insisti.
Hoje, sou psicólogo clínico com mais de 10 anos de experiência, pós-graduado em Psicologia Clínica. Dediquei a minha trajetória à seguinte missão: compreender, com profundidade, aquilo que melhore ou piora o paciente e ajudá-los.
Ao longo do tempo, ensinei e ensino a diversos alunos a seguinte questão: escutar com atenção é essencial, mas não o bastante.
Sem um modelo sólido de investigação clínica, sem um raciocínio ordenado e sem uma estratégia de manejo eficaz, a psicoterapia corre o risco de virar apenas um espaço de desabafo semanal.
Tornou-se claro para mim que a psicoterapia é um lugar de investigação da problemática que sustenta comportamentos ruins, pensamentos desordenados e afetos disfuncionais.
Além disso, sou também cofundador, presidente e professor do Instituto de Psicologia Tomista e autor dos livros “Introdução à Psicoterapia Tomista” (2023), “Práticas em Psicoterapia Tomista, Volume 1” (2024) e um terceiro que será lançado neste ano.
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